...como um guri que pedala lomba abaixo mais atento ao vento no rosto do que aos obstáculos da via...talvez a sorte lhe ensine a ter cuidado.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
...por fim, felizes pecadores: Sétima de 7
A IMPERFEIÇÃO
Um dia eu pensei que deveria ser perfeita.
Esse dia passou. Outros vieram.
Noutros dias pensei perfeitamente que "deveres" podem não ser cumpridos e pronto.
Ganhos, perdas, avanços, retrocessos, menos certezas, mais dúvidas. A ciência, a religião e qualquer outra coisa que tenha um nome tornaram-se pequenas para a dimensão das explicações que insistimos em alcançar, portanto, não poderei ser perfeita enquanto os dias passarem.
Não há como alcançar a perfeição enquanto for possível perder após ganhar. Desconheço em minha pequenez algum momento em que deixamos de trocar ou negociar pequenas e grandes coisas com os demais imperfeitos ou com o Universo.
Sempre haverá o que perder e...o que ganhar.
A última virtude apresentada neste blog vem objetivamente com um caráter incompleto, vazio, mais abstrato e aberto do que as demais virtudes tratadas.
Tenho muito pouco a refletir sobre a essência humana, a imperfeição, porque tudo fica menor quando restrinjo as minhas palavras.
Entretanto...
Não me contenho!
Ser perfeito é nunca ser desafiado, não ter lágrimas, não sentir alívio nem gratidão. É não precisar de afeto, abraço, consideração, respeito, atenção.
Sem meus medos, dúvidas e pecados não tem graça cantar, não vale a pena dançar, o colorido é como branco e preto.
É digno de amor aquele cuja perfeição esconde a condição que sustenta a falta de sentido que nos move enquanto o tempo passa?
Idolatramos a perfeição, porém, amamos a imperfeição.
Não sei quanto a você, mas opto pelo amor.
Pouco importa se ele tem porquê ou pra quê. O que sei é que ele não garante final feliz, se é que há um final. O sinto em meu corpo, em minha alma, tanto que até tem espaço garantido em todo e qualquer ser: no coração.
O amor mora no sustento das necessidades e estímulos que nos fazem sonhar.
O coração é a escadaria para os sonhos, aqueles que sonhamos acordados.
Simples assim...
É virtude daqueles seres serenos, reinventados, idealistas, variáveis, de bom senso e encantados viver inconformados com a perfeição.
*ver postagens sobre cada uma dessas seis virtudes anteriores à perfeição.
Amor...sentimento de seres imperfeitos.
Um dia fiquei triste ao perceber que nunca serei perfeita, mas fiquei tranquila ao sentir que nem quero ser. Os dias passarão até que eu entenda completamente: podemos ser imperfeitamente felizes.
E, por favor, perdoem a imperfeição dessa postagem...ela foi escrita com amor.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Tudo isso

Ou seria ousado demais considerar que o mundo é minha interpretação?
Sim é, será, foi...só isso.
Interpretações contagiosas, como por exemplo, as palavras de Epicuro sobre a felicidade, sem que sejam referenciais imóveis mas sim questionamentos iniciais que geram outros e mais outros até esbarrar no infinito. O apego do qual falo seria concordar com a pergunta e dar-se por satisfeito com a resposta.
Eis que a sorte não é uma divindade, como a maioria das pessoas acredita. "Irmãos"!! Os deuses não fazem nada ao acaso e o incerto tem sim origem e um ou muitos porquês. O sábio não crê que ela, a sorte, proporcione aos homens nenhum bem ou nenhum mal que sejam fundamentais para uma vida feliz, mas, sim, que dela pode surgir o início de grandes bens e de grandes males em forma de tragetórias desafiantes. A seu ver, é preferível ser desafortunado e sábio, a ser afortunado e tolo; na prática, é melhor que um bom projeto não chegue a bom termo, do que chegue a ter êxito um projeto mau.
As dúvidas são o alimento;
as decepções a vestimenta;
o Sol as alegrias;
o amor a água...
e, finalmente, o BEM, este acontece quando juntamos nossas bagagens...
Porque não se assemelha absolutamente a um mortal o homem que vive entre bens imortais.
terça-feira, 24 de março de 2009
Sexta de 7

Pois bem, o bom filho à casa REtorna.
Após algumas vírgulas, eis que o tratado recebe continuidade. Se alguém acompanha este blog semi-organizado em partes distantes perceberá que existe sim uma conexão discreta que torna todas as postagens registros de uma travessia atenta, apesar das travessuras que a desalinham.
Essa casa, um imóvel de sete cômodos(as sete virtudes), interligados por um corredor estreito, representa a missão com a qual me comprometi: refletir transformando em palavras, mudas e em estado de dicionário, as percepções retiradas da concentração no espaço em que interajo, sabendo ser tudo possível e nada definitivo.
Contemplar palavras é motivo de satisfação pessoal onde as sete virtudes são apresentadas uma a uma até que possam concluir o tratado como quem pensa terminar a construção do cenário para o roteiro do caos diário, componente fundamental da dimensão (a)temporal que chamamos de vida, mas que reconhece as constantes e necessárias mudanças na decoração, as reformas e retoques que deverão acontecer permanentemente, sem data fim. Contudo, aqui o limite é relato em forma de pensamentos formalizados que nascem de uma interpretação limitada e limitante.
O encanto está em acreditar que esta casa é um LAR...
Então...
Abrindo a porta do sexto cômodo, um sorriso e um suspiro. Fiquei encantada... Encantamento é a reação do ser humano, criada em função de um estímulo externo qualquer que provoca a sensação de interesse intenso, colocando aquele que estiver sobre esse efeito uma espécie de êxtase de embevecimento relacionado ao que é bom, agradável ou maravilhoso. O estímulo é externo, porém, sem a interação com a riqueza da alma não passa de fato.
Fascinação, magnetismo no modo de relacionar-se com a realidade de um mundo de empatia aleatória. Mais do que a beleza e a inteligência, falo de um encanto que não impressiona apenas pelas formas visíveis, mas pelo mérito que contagia o coração. Willian Shakespeare em “A Comédia dos Erros” disse que a mais bela jóia, sem uso, perde o encanto. Quem sabe não será porque ela não trocou o brilho inercial inicial pelas histórias que testemunharia ao se aventurar em exposição num pescoço, num dedo, num punho de uma mulher? Seria uma troca “justa”não? Encantamento não seria uma carta branca à comoção? Emoção reagente com doçura e ferocidade irradiando paz e luta?
Talvez o encanto esteja não nas paisagens, nas pessoas, nos acontecimentos, mas sim nos olhos e sentidos daquele que as vêem, presenciam, sentem. É inevitável que encontremos em algum ponto o nosso destino indesejado e temido, ponto onde a consciência nos encara nos olhos com a firmeza de um juiz que sereno e perverso nos “acorda” para o desespero do fim, do desconhecido: a morte.
Encantar-se então é ser ingênuo ao ponto de esquecer da existência dessa e de tantas outras dores por alguns mágicos momentos.
Como presenciar um pôr-do-sol de um domingo encantador sob melodia e letra em música encantadora e se não bastasse, em companhia que mais parece um sonho encantado. Um dicionário inteiro não seria capaz de traduzir...o encanto.
Quanto mais parâmetros absolutos colecionamos, menos encantamento nos permitiremos.
Posso perder tudo:as palavras, a voz e até a esperança...mas se ainda assim possuir a capacidade de me encantar, serei parte de um todo sublime imensurável onde a magnitude é se perder na emoção, simplesmente...até e justamente sem razão.
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
ou registros de um pensamento aprisionado que solta as correntes mas esbarra no portão cadeado.
...
A fuga nada mais é do que a busca.
Onde ela está? Nos sonhos? Nas realidades? Dentro de cada um?
...felicidade: a chamam assim...
...de ser feliz quem entende?
...
Venho somente para evitar páginas em branco, espaços vazios,
deixar que habite a reflexão,
impere a dúvida, a surpresa,
o sim, o não
... mas continuo a não entender nada de felicidade.
Talvez porque ela seja exatamente isto: um nada que recebeu um nome que virou motivo de obstinação.
...
No meu tudo,
me nego a ser cega de olhos abertos,
ser levada de arrasto é o que não pretendo.
Não me preocupo em seguir sem deixar vestígios.
Enquanto tiver sangue quente em minhas veias
esquecerei do fim pra que exista sempre um começo,
uma busca atenta à paisagem daqui a dois passos, daqui a algumas curvas.
assim livre,
sem compromisso,
sem pressa,
sem volta,
de pés descalços e alma nua
prossigo acordando motivos e me reinventando para sempre e mais
então...
vou chamar isso de felicidade.
