segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Castelos de Areia


Troco minha coleção de castelos de areia por uma bicicleta de alumínio.
Tratar aqui.
;-)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quinta de 7


...não tive até o momento (a sorte?!) nem o talento contidos no bom senso das decisões que proporcionaram a ela fama, dinheiro e influência...





Hoje, em cartaz:
Bom senso: o cúmplice da sabedoria.

Esta virtude poderia vir para fechar com chave de ouro o tratado porque abrange todas as outras virtudes ou está contido nelas como ponto de partida ou chegada. Porém, como ainda faltam 2, ela vem pra dar graça à desordem, se antecipando, em destaque.

Pois bem, o bom senso!

"Aprender a ser moderado é a essência do bom senso e da verdadeira sabedoria. No entanto o homem consegue descobrir processos e desenvolver métodos de fuga à moderação." (Alfred Armand Montapert).

Algumas pessoas nascem moderadas; outras tornam-se após experimentar extremos e ainda, outras nunca virão a ser.
Xiii, nem sei se posso fazer essa ligação entre bom senso e moderação. Moderar é ter uma medida que talvez seja limitada demais em uma situação onde o bom senso manda "exagerar".

Duas considerações importantes:

-Vou usar um pouco do bom senso que tenho: Bom senso é sempre uma avaliação pessoal.

-Os únicos conceitos que eu considero ter fundamental ligação com o bom senso são: a Autonomia e o Pragmatismo.

Mas podemos arriscar alguns equívocos...
Bom senso pode ser definido como a forma de "filosofar" espontânea do homem comum, também chamada de "filosofia de vida", que supõe certa capacidade de organização e independência de quem analisa a experiência de vida cotidiana. É a escolha de alguns critérios para decidir sobre os problemas e dúvidas encontrados. Criteriosidade, porém, pouco rigorosa. Mesmo não tendo acesso à filosofia e à ciência, alguns homens são capazes de desenvolver um senso crítico, uma sabedoria de vida, por meio da qual podem assumir uma postura de certa independência em relação à avalanche de informações e pressões ideológicas que os cercam a todo instante.
O bom senso possibilita avaliar, com certo grau de crítica, o transcorrer dos fatos e a maneira vulgar de pensar.
Refere-se ao ato de raciocinar o abstrato contido no comportamento humano visando um equilíbrio (juízo claro, prudência, etc).

Einstein nos disse que Deus não joga dados com o Universo. Então, considerando essa quase afirmação, sabemos que o acaso não existe, que a sorte não está lançada e que precisaremos do bom senso para traçar um caminho de realizações. E sabe, por mais que as teorias desse ser, que tanto contribuiu com a humanidade, sejam complexas, parece provável que ele revelasse a não-fórmula ideal da essência humana: sensibilidade e simplicidade.
**Pra quem tem tempo e interesse, existe um blog(psychodynamics) muito interessante sobre psicanálise. Tem algumas idéias sobre bom senso.

Assim, o "humanismo", neste contexto, não tem nada que ver com o amor, mas sim com a liberdade de espírito, com o alimento da mente e não dos corações. E muito menos a ver com a "caridade" católica, que quanto a mim é apenas uma forma de perpetuar as injustiças e abusos sociais artificiais e produzidos pelas tiranias, aliviando um pouco a culpa.
Ai, lá vou eu com as misturas audaciosas...rsrs.
Quanto à crítica da "caridade católica" Nitschze argumentou muito bem na sua grande obra "O Anti-Cristo" e o Papa tem de comer ainda muito bacalhau filosófico e literário para as refutar. Vale acrescentar o preâmbulo da carta dos direitos humanos, a qual considero a forma publicada em senso comum e bom senso do que considero a "humanidade" e o homem comum:



[...] um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum [...]

Fácil falar...Fácil escrever...
Difícil é equilibrar a ação e o senso em direção ao melhor.









Até as perguntas(ou as galinhas) evoluem.

É ultrapassado perguntar: por que a galinha atravessou a rua? Estamos carecas de saber.
Agora é: como ela chegou do outro lado?

kkk...é...tô com tempo...rsrs

Péssimo presente de Natal...


sábado, 15 de novembro de 2008

Sou um pedaço de tudo...
Um inteiro no infinito;
O pirulito colorido e a goma ácida da laranja
verde;
A luz da lanterna no escuro e o tom desbotado, causado pelo Sol, na camisa velha;
A música de melodia suave e o som de um temporal que se aproxima;
As mãos de uma dançarina de flamenco e os pés de uma bailarina;
O choro, a lágrima, a gargalhada e o riso;
Tudo numa harmonia desequilibrada...
Desinteressada nos porquês...
Vivendo apenas o quê
Tudo em pedaços inteiros.

Eu

Tradução: The Story

Interessante melodia, letra também.
Vale colocar aqui.

Composição: Brandi Carlile

Essas Histórias

Todas essas linhas que contornam minha face.
Contam a história de quem eu sou.
Tantas histórias sobre onde eu estive.
E como eu cheguei onde estou.
Mas essas histórias não significam nada.
Quando você não tem ninguém para quem contá-las.
É verdade... Eu fui feita para você.
Eu escalei os topos das montanhas
Nadei através de todo o oceano azul
Atravessei todas as linhas e quebrei todas as regras
Mas querido, eu as quebrei todas por você
Porque mesmo quando eu estava destroçada
Você me fez sentir como um milhão de dolares
Você faz ,eu fui feita para você.
Você vê o sorriso que está na minha boca
Ele está escondendo as palavras que não saem.
E todos os meus amigos que me acham abençoada.
Eles não sabem que minha cabeça é uma confusão.
Não, eles não sabem quem eu sou de verdade.
E eles não sabem aquilo por que eu passei como você sabe.
E eu fui feita para você.
Todas essas linhas que contornam minha face.
Contam a história de quem eu sou.
Tantas histórias sobre onde eu estive.
E como eu cheguei onde estou.
Mas essas histórias não significam nada.
Quando você não tem ninguém para quem contá-las.
É verdade... Eu fui feita para você.

domingo, 2 de novembro de 2008

Quarta de 7

Variância...

A virtude dos desviantes.

Roubei um termo utilizado na matemática para descrever uma virtude contextualizada sob as incertezas da vida.
Alguns a chamariam de flexibilidade, o que simplificaria toda essa "viagem" em que analiso a consciência individual e coletiva da diferença. Justamente porque pretendo ir além do conceito de flexibilidade que utilizo o termo Variância.

O caráter personalizado deste espaço virtual me confere a liberdade de arriscar reflexões livres que surgem de uma imaginação estimulada pelas percepções de um mundo inter e intrapessoal que é moldado e molda o sentido dado à existência com o passar do tempo e das experiências vivenciadas.
Na teoria da probabilidade e na estatística, a variância de uma variável aleatória é uma medida da sua dispersão estatística, indicando quão longe em geral os seus valores se encontram do valor esperado. Por essas e por outras que eu adoro português, filosofia, psicologia!!(rsrs) Transporto o sentido conceitual da palavra em questão das exatas para uma virtude humana neste tratado, podendo causar a impressão de que quero inventar moda, como se nada de mais importante tivesse pra fazer. Todavia, me apoio em ideais transdisciplinares em que nossa exploração evolui para o abandono da fragmentação das áreas do conhecimento onde retornamos ao ponto de origem juntando tudo que separamos ao longo da caminhada evolutiva. O que me motiva a escrever sobre a "variância" é a dúvida quanto ao nome que podemos dar àquela postura admirável que algumas pessoas demonstram manter mesmo sendo "moldadas" para se adaptar a um sistema social somado à imprevisibilidade do próprio destino.
É admirável reconhecer em alguém essa disponibilidade de aceitação consciente da inconstância.
Perceber que é natural ressaltar os aspectos positivos de um resultado não esperado, ou melhor, nem mesmo esperar por um resultado, mas sim focar-se no processo de mudança.
Considerar o improvável, o novo, ou seja, se despreender da projeção pré-determinada atuante ou resultante de uma ação comportamental poderia, dentro desse tratado, ser considerada uma virtude.

Tronca, em Trandisciplinaridade em Edgar Morin, afirma que a dialógica cultural supõe multiplas idéias, informações, opiniões, teorias em intercâmbio contínuo. compreende também concorrência, antagonismo e conflito. Esses conflitos necessitam ser controlados por uma regra que evite excessos. Em uma sociedade muito complexa, isto é, policultural, quando um mesmo indivíduo experimenta inúmeras influências(familiar, política, religiosa, étnica), estabelece-se dentro do próprio indivíduo a diologicidade.

Variância lembra desvio e possibilidades.

Absorver, trocar, participar, selecionar sem nunca se tornar escravo de nenhuma convenção ou roteiro inflexível. Não ficar estagnado em determinações anteriores. Não perseguir o horizonte, construir o horizonte.
Ter prazer na mudança mesmo que ela não seja a fórmula da maioria.
Há sempre uma minoria de desviantes. Essa minoria existe e sempre existiu. É possível que justamente esses desviantes inspirem novos caminhos.
Deixar de ser mecânico pra ser experiência.

A concepção determinista mecaniscista é incapaz de conceber a destruição da invariância; no entanto, é imprescindível a aceitação da ideia de que uma cultura possa produzir aquilo que a arruinará.

Todo o conhecimento é tradução e reconstrução. Se nosso objetivo é o conhecimento, então é preciso libertar-mo-nos.

Caminhante não há caminho, o caminho faz-se ao caminhar.(Antônio Machado)