domingo, 12 de outubro de 2008


"Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade". (Mário Quintana)
** A figura é a foto de um quadro do meu quarto que pintei em 2006.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Terceira de 7


IDEALISMO

De volta ao meu mundinho encantado e público, é com alegria que trago uma reflexão sobre a terceira virtude. Isso mesmo, não abandonei, tampouco esqueci desse compromisso tão gratificante.
Vale relembrar que as virtudes não possuem pré-requisito de referencial teórico relevante mas sim de um olhar pessoal que me inspira a considerá-las com tal.
Alguns conceitos levados à prática aguçam nossa sensibilidade, seja pelas ligações que fazemos com acontecimentos da nossa vida, seja porque de alguma forma nos sentimos curiosos a respeito.

Assim me sinto quanto ao Idealismo.

Não fugirei da concepção filosófica que caracteriza o Idealismo como corrente de pensamento que reduz toda a existência a ideais ou a considera determinada pela consciência, opondo-se frequentemente ao realismo, empirismo e ao materialismo. Há divergências de perspectivas teóricas entre os filósofos idealistas, contudo, baseia-se num postulado básico: a existência de uma realidade última, quer se chame espírito, Deus ou energia vital que transcende o mundo físico e lhe dá sua razão de ser.

Porém, vamos dimensionar como uma qualidade/característica de comportamento humano e mais do que isso - uma virtude, a terceira das sete.

No dicionário informal da Internet, idealismo é a atitude que consiste em subordinar o pensamento e a ação a um ideal.
Penso que qualquer ideal é motivado pelo sentimento maior: o amor - pela família, pela pátria, pela liberdade, por uma causa seja qual for. Não entraremos nesse mérito, apenas combinaremos de não esquecer que estamos falando de virtudes.

Essa é uma virtude difícil de passar despercebida. É o brilho do qual a humanidade se alimenta para resgatar um sentimento coletivo de esperança, de auto-estima e de sentido para a existência, transformando os sacrifícios isolados em instrumentos necessários ao bem comum, edificando-os na busca pelo supremo da perfeição.

Não é à toa que o filme Coração Valente recebeu 5 Oscars, incluindo melhor filme. Mel Gibson é o idealista William Wallace, neste épico emocionante sobre a luta pela liberdade na Escócia. Difícil não encher os olhos de lágrimas na cena em que Wallace, condenado à morte por traição, é torturado e resiste bravamente como se o amor pelo ideal lhe corresse pelas veias anestesiando as dores do sacrifício. Com a mesma fórmula em O Patriota o ator é um homem que se envolve com a Revolução Americana após ver sua família ameaçada pelo exército britânico. Ambos emocionam pela força de um homem que por um ideal influencia povos e toda uma nação.

Eu sei, é filme.

Mas observemos o que mexe com nossas emoções mesmo na ficção: do que é capaz um ser humano que vive por um ideal? De morrer por ele.
Tudo bem, pode ser que um William Wallace da vida real não derrotasse brilhantemente exércitos inteiros apenas com uma lança...mas muitos tentariam ou tentaram.

Os idealistas não estão só na ficção, a História nos conta sobre uns tantos: Aristóteles,Tiradentes, Joana D'arc e muitos outros.
Dar a vida por uma causa é para poucos. Você daria a sua?
...
Ok. Voltemos à nossa realidade menos heróica.
Como identificar um idealista entre as pessoas que conhecemos?

O idealista tem algo de etéreo, e quem o observa com um pouco mais de atenção, percebe que, embora ele se movimente no mundo cotidiano, nunca está inteiramente “aqui” - a sua cabeça está ligada em um outro plano, muito mais bonito, repleto de sonhos e conceitos de como as coisas “devem ser”, num sentido mais amplo e numa visão ideal de sociedade.Ele acredita que a vida não se resume a trabalhar, ganhar dinheiro, namorar, casar e constituir família. Ele sente que ela tem um sentido maior, e está sempre em busca de filosofias que respondam às suas grandes questões existenciais, como “porque estamos aqui” e “qual a minha missão”, e "mostrem qual é o seu lugar no universo".
São pessoas que se focam nos valores subjetivos, que tem habilidade em ver o “todo” das situações. Podem sofrer de episódios de melancolia profunda, talvez porque lhes falte a pitada de heroísmo que não interessa a repercussão ao sistema no qual está inserido. E talvez, para finalizar, ser idealista de verdade é não dar a mínima para o sistema ou quem sabe utilizar-se dele para atingir o ideal ou construí-lo sob os ideais...

Corações valentes são póstumos...

Só a morte tem o poder de coroar com sangue a valentia de um homem que preocupava-se primeiramente com a humanidade e depois consigo.
Pelo menos no que diz respeito a levar sua história ao conhecimento em massa.

Pra bagunçar tudo, sugiro começar por uma grande causa: os projetos da sua vida; para depois preocupar-se com os da humanidade e vice-versa ;-)

sábado, 20 de setembro de 2008

Ele faz a parte dele e eu a minha


Há um tempo em que começamos a entender porque o tempo passa.

Se tudo tem uma razão e um significado então aqueles relativos ao tempo estão cada vez mais claros e até mesmo lógicos.

Se eu pudesse enxergar minha vida como quem vê um filme, diria que ele está ficando interessante. Está mais pra filme cult do que pra grande produção.
Até poderia ser uma grande produção - é só pegar um acontecimento e superdimensioná-lo, polemitizá-lo e encher de efeitos especiais. Mas prefiro observar o desenvolvimento do todo, as somas, subtrações, divisões, multiplicações e seus resultados.

O que vem antes e depois dessa quase premissa abaixo é apenas detalhe.

E como não pretendo ficar pensando a respeito...

É muito simples e aceitável: o tempo passa pra gente amadurecer e pronto.

terça-feira, 16 de setembro de 2008


“Esse é o segredo da vida. . . Substituir uma preocupação por outra”.
(Charlie Brown)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008


Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
(...)
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
(Carlos Drummond de Andrade, 1983, p. 108).

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7!!?? Não!! Agora são 11 os PECADOS CAPITAIS.

Papa Bento XVI denunciou a "queda do sentimento de pecado no mundo secularizado", em meio à redução no número de católicos que praticam a confissão e anunciou mais quatro motivos para correr ao confessionário:

Manipulação Genética;
Uso de Drogas;
Poluição Ambiental;
Desigualdade Racial.

Quanto pano pra manga!!! Considero o primeiro, da lista acima, o mais polêmico.
Porém, continuarei me concentrando nas virtudes do meu tratado particular. Em outros momentos manifestarei toda minha avareza irada sobre a soberba da parte política que pode existir em meio à boa fé de uma grande "instituição sagrada". (pelamordedeus, todos nós, inclusive quando reunidos e representados num padrão, seja lá do que for, temos um lado negro rsrs).

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Escapadinha!



Contrariando a promessa feita por mim a mim mesma de que chegaria em casa e me dedicaria à elaboração da minha monografia de pós, acabei fazendo inscrição num evento gratuito da Semana Científica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre cujo tema é indiscutivelmente atraente. Vale a pena divulgar a grandeza dessa oportunidade para que não possamos reclamar da falta de incentivo à pesquisa e do acesso à cultura! 4 dias de ouvidos atentos aos saberes dos grandes profissionais ministrantes. Abaixo o roteiro:

POLEMOS - Os sete pecados capitais em tempo de pós-tudo

"Na catalogação dos pecados capitais os teólogos esqueceram o mais importante - o capital propriamente dito". Millôr Fernandes

01/09 -
A Ira Kathrin Rosenfield (Filosofia/UFRGS)A Avareza Franklin Cunha (Medicina/UFRGS)**
02/09 -
A Preguiça Norma Marzola (Educação/UFRGS)**
A Soberba Cláudio Osório (Medicina/UFRGS)**
A InvejaAlberto Mantovani Abeche (Medicina/UFRGS)**
03/09 -
A Gula Kátia Pozzer (Histórioa/ULBRA)Ana Luiza Maia (Medicina/UFRGS)Herberto E. Maia (Medicina/UFCSPA)**
04/09 -
A Luxúria Ruy Carlos Ostermann (Filosofia/Cronista)Luciano Zubaran Goldani (Medicina/UFRGS)Heitor Hentschel (Medicina/UFRGS)**
Organização: Profs. J. J. Bianchini e Marcelo Z. Goldani (UFRGS)Programação e Coordenação: Prof. Sergio A. Goldani (UFRGS).