
...como um guri que pedala lomba abaixo mais atento ao vento no rosto do que aos obstáculos da via...talvez a sorte lhe ensine a ter cuidado.
quarta-feira, 15 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009
Pérola estilo "tapa de luva"
quarta-feira, 8 de julho de 2009
... incompleta
Os costumes não preenchem espaço
As faltas emolduram minha exposição
... contraditória
Por que a busca é pelo igual se preciso é do diferente?
Ideal seria querer o que é preciso
...teórica
Querendo esquecer qualquer preceito por um resultado inédito
Não me diga como viver, é impossível deixar de ser única
...abstrata
Como um pássaro que voa em sonho enquanto repousa num galho
A melhor maneira de viajar é sentir
...condenada
a essa liberdade que tanto permite e que tanto compromete
Perpétua é a necessidade da escolha do que fazer com o que sinto.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
...por fim, felizes pecadores: Sétima de 7
A IMPERFEIÇÃO
Um dia eu pensei que deveria ser perfeita.
Esse dia passou. Outros vieram.
Noutros dias pensei perfeitamente que "deveres" podem não ser cumpridos e pronto.
Ganhos, perdas, avanços, retrocessos, menos certezas, mais dúvidas. A ciência, a religião e qualquer outra coisa que tenha um nome tornaram-se pequenas para a dimensão das explicações que insistimos em alcançar, portanto, não poderei ser perfeita enquanto os dias passarem.
Não há como alcançar a perfeição enquanto for possível perder após ganhar. Desconheço em minha pequenez algum momento em que deixamos de trocar ou negociar pequenas e grandes coisas com os demais imperfeitos ou com o Universo.
Sempre haverá o que perder e...o que ganhar.
A última virtude apresentada neste blog vem objetivamente com um caráter incompleto, vazio, mais abstrato e aberto do que as demais virtudes tratadas.
Tenho muito pouco a refletir sobre a essência humana, a imperfeição, porque tudo fica menor quando restrinjo as minhas palavras.
Entretanto...
Não me contenho!
Ser perfeito é nunca ser desafiado, não ter lágrimas, não sentir alívio nem gratidão. É não precisar de afeto, abraço, consideração, respeito, atenção.
Sem meus medos, dúvidas e pecados não tem graça cantar, não vale a pena dançar, o colorido é como branco e preto.
É digno de amor aquele cuja perfeição esconde a condição que sustenta a falta de sentido que nos move enquanto o tempo passa?
Idolatramos a perfeição, porém, amamos a imperfeição.
Não sei quanto a você, mas opto pelo amor.
Pouco importa se ele tem porquê ou pra quê. O que sei é que ele não garante final feliz, se é que há um final. O sinto em meu corpo, em minha alma, tanto que até tem espaço garantido em todo e qualquer ser: no coração.
O amor mora no sustento das necessidades e estímulos que nos fazem sonhar.
O coração é a escadaria para os sonhos, aqueles que sonhamos acordados.
Simples assim...
É virtude daqueles seres serenos, reinventados, idealistas, variáveis, de bom senso e encantados viver inconformados com a perfeição.
*ver postagens sobre cada uma dessas seis virtudes anteriores à perfeição.
Amor...sentimento de seres imperfeitos.
Um dia fiquei triste ao perceber que nunca serei perfeita, mas fiquei tranquila ao sentir que nem quero ser. Os dias passarão até que eu entenda completamente: podemos ser imperfeitamente felizes.
E, por favor, perdoem a imperfeição dessa postagem...ela foi escrita com amor.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Tudo isso

Ou seria ousado demais considerar que o mundo é minha interpretação?
Sim é, será, foi...só isso.
Interpretações contagiosas, como por exemplo, as palavras de Epicuro sobre a felicidade, sem que sejam referenciais imóveis mas sim questionamentos iniciais que geram outros e mais outros até esbarrar no infinito. O apego do qual falo seria concordar com a pergunta e dar-se por satisfeito com a resposta.
Eis que a sorte não é uma divindade, como a maioria das pessoas acredita. "Irmãos"!! Os deuses não fazem nada ao acaso e o incerto tem sim origem e um ou muitos porquês. O sábio não crê que ela, a sorte, proporcione aos homens nenhum bem ou nenhum mal que sejam fundamentais para uma vida feliz, mas, sim, que dela pode surgir o início de grandes bens e de grandes males em forma de tragetórias desafiantes. A seu ver, é preferível ser desafortunado e sábio, a ser afortunado e tolo; na prática, é melhor que um bom projeto não chegue a bom termo, do que chegue a ter êxito um projeto mau.
As dúvidas são o alimento;
as decepções a vestimenta;
o Sol as alegrias;
o amor a água...
e, finalmente, o BEM, este acontece quando juntamos nossas bagagens...
Porque não se assemelha absolutamente a um mortal o homem que vive entre bens imortais.